(vista frontal da entrada principal da escola)
No dia 15 de dezembro de 1979, foi instalado no Bairro da Vila Nova, Rua Jerônimo Vieira, 463, uma pequena escola de 1° a 4° série do Ensino Fundamental denominada Escola Estadual de Primeiro Grau (EEPG) Agrupada da Vila Nova.
No final do ano de 1981, a escola passou a ser denominada EEPG Prof.ª Maria Angela Batista Dias. Em 1983, a escola passou a funcionar em prédio próprio na Rua Conceição do Monte Alegre, 1621 – Vila Gamon. Nesta época, a escola oferecia atendimento da pré-escola e ensino fundamental completo e haviam duas classes para deficientes auditivos. No período noturno haviam cursos regulares de ensino fundamental e supletivo. O diretor da escola era o Professor Augusto Rosa (Dutra).
Gradativamente a escola começou a oferecer continuidade de estudos estendendo atendimento da pré-escola a 8° série do 2° grau.Com a reorganização das escolas públicas do Estado de São Paulo em 1996, a escola passou a atender especificamente a clientela da 5° a 8° série do Ensino Fundamental, as 1°, 2° e 3° séries do Ensino Médio e Supletivo, funcionando nos períodos da manhã, tarde e noite.
Atualmente, a diretora é a Vânia Firmino de Oliveira, que assumiu o cargo em meados de 1998 e a vice-diretora é a Professora Edna Maria de Oliveira Marini. As coordenadoras Pedagógicas são as professoras Priscilla Gargel – Ensino Fundamental e Maria Luiza Henrique da Silva– Ensino Médio.
A Escola Professora Maria Angela Batista Dias surgiu para homenagear uma família tradicional da cidade. Maria Angela nasceu em Paraguaçu, onde viveu sua infância e juventude e estudou em escolas públicas do município.
Na época, havia o Curso Normal (magistério) na Escola Estadual Diva Figueiredo da Silveira onde Maria Angela se formou professora primária. Depois de formada, mudou-se para o Acre onde se casou e morreu prematuramente num acidente automobilístico.
Como a escola iria ser inaugurada, o prefeito, na época, Carlos Arruda Garms, prestou homenagem à família, a mãe Edir e ao pai Augusto, denominando como Escola Estadual Professora Maria Angela Batista Dias..
Nasceu em 23 de janeiro de 1952 em Paraguaçu Paulista. Aos sete anos de idade iniciou seus estudos no Grupo Escolar Coronel Antonio Nogueira (Grupão), transferindo-se após para o Colégio Santa Maria, na cidade de Assis, onde concluiu a 4° série. Retornando à sua terra natal, ingressou no Colégio Estadual (hoje EEPSG Diva Figueiredo da Silveira), onde completou o curso ginasial e fez o 1° e 2° anos do Magistério. Transferiu-se para São Paulo onde matriculando-se no Instituto de Educação Estadual “Padre Anchieta”, onde concluiu o curso de “normalista”, em 1970.
Em 1971 foi aprovada no Vestibular na área de Ciências Humanas - Setor de Sociologia, ingressando na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde além de estudante foi monitora na disciplina de Sociologia. Em 1974 colou grau como Socióloga, após brilhante curso. Docente, durante dois anos, no curso Normal noturno da EEPSG. Nossa Senhora dos Remédios, aceitou convite para Socióloga, passando a residir em Rio Branco, capital do Acre. Lecionou na Universidade Federal do estado. Inspirada pelos seus ideais de servir á comunidade, a Professora e Socióloga Maria Angela iniciou, em sua nova residência, intenso trabalho em benefício dos irmãos brasileiros de origem e costumes primitivos.
Casou-se em 1976 com o Sr. Walter Dias, mudando-se em 1978 para o Rio Branco, onde foi realmente exercer sua profissão, sendo a primeira socióloga a exercer a sua profissão, sendo a primeira socióloga a ser contratada pelo INCRA nesta capital. Embrenhou-se pelos sertões nos mais longínquos e incógnitos recantos, sem hesitação, com coragem, humildade e desprendimento, procurou cativar a simpatia, amizade e confiança dos silvícolas. Simples, cortês, meiga, a Professora Maria Angela conseguiu penetrar em todas as tribos, que aprenderam a admirar, respeitar a amar a sua orientadora, que procurou salvar sua geração, a aproximá-los da sociedade da qual até então sentia-se isolada.
Pesquisadora de todos os assuntos ligados a sua especialidade, Maria Angela, elaborou trabalhos de profundos conhecimentos e ensinamentos que ornamentou a leitura de Sociologia.
Em 01/10/1979, com 27 anos de idade, Maria Angela voltava para São Paulo, onde pretendia fazer o Curso de pós-graduação, mas não conseguiu o seu intento, porque a vida foi ceifada por um trágico acidente da carro. Deixou registrada, porém a sua passagem pela terra, através do dever cumprido, porque por onde passou levou o saber, a compreensão, o amor e a conscientização dos direitos e deveres sociais de cada ser humano.
Em homenagem à professora, o Deputado Archimedes Lamoglia apresentou o projeto 56 que aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo transformou-se na Lei n° 2.992, de 16/09/81, que instituiu a atual denominação de nossa escola.
